Saturday, March 31, 2007

O 3º SEXO


MUDANÇA Andreia, João antes da mudança do nome, fez implantes mamários, mudou nariz, olhos, boca. Prostituiu-se para pagar as operações
Começo pela questão da orientação sexual, ou seja, do sentido do desejo. Lara e Andreia são heterossexuais, Eduarda é lésbica e Stéphane é gay. Interessa, a orientação sexual? No contexto do diagnóstico clínico, não. Em termos psico-sociológicos, sim. A si, que está a ler este texto, interessa-lhe seguramente. No final da leitura, se aceitar como sendo verdadeiro o sentido do desejo de cada um destes transexuais, tê-los-á também aceite com as identidades de género que reclamam.
Enquanto estive a fazer esta reportagem, dei por mim a ver coisas estranhíssimas, como por exemplo fotografias de um homem num corpo de mulher a amamentar, e, logo depois e ao vivo, o torso nu desse homem, já depois da mastectomia. Esta imagem perturbou-me - porque já fui mãe, mas também porque sou uma mulher biológica, inevitavelmente ensombrada, não por um homem, mas (habitando o lugar da cultura a que pertenço, heterossexual e católica), por um preconceito fortíssimo.
Por isso começo pelo meu próprio preconceito: o que determina que tenha começado por achar que ter o período, ficar grávida e ter filhos é ser mais mulher do que ser sempre muito feminina. Começo portanto por estar convencida de que, se havia ali alguma mulher, essa mulher era eu - que gerei um filho e que estava nesse dia com o período e com dores de barriga.
É certo que as mãos são maiores, que a mulher é bastante alta para uma portuguesa (há um estranho que passa e que solta um desrespeitador «que mulherão!»). Certo também que identifico mais alguns sinais masculinos, que são só coisas do corpo, e que não são daquela mulher - antes do homem que ela diz que nunca foi, homem contrariado, homem à força, pela força do corpo.
Mas é uma mulher que me fala. Tem as unhas pintadas, veste um top que comprou no dia anterior, fala-me de coisas fúteis de mulher, mas também do que significa ser homem ou ser mulher. «As transexuais femininas para os médicos são transexuais masculinos são diariamente confundidas com as prostitutas, com os travestis, com os gays vestidos de mulher. Os homens que compram sexo adoram as transexuais . A maior subversão, e a maior perversão também, é ter uma mulher a penetrá-los. E para isso, as prostitutas precisam de ter os seus pénis.» É como se a cirurgia de redesignação fosse feita para os homens, como se se destinasse a acalmar os ânimos da sua masculinidade ferida. «As mulheres são mais compreensivas, têm um olhar mais sensível, aceitam que nos sintamos mulheres, cumprimentam-nos com dois beijos na cara. Com os homens, o facto de termos ainda um pénis inibe-os de nos considerarem como pertencendo ao outro sexo. Os homens ficam incomodados, não sabem como cumprimentar-nos, e têm sobretudo medo de serem vistos a dar-nos beijos - porque podem ser tomados por homossexuais.»
Quando os médicos dizem «transexual masculino», estão implicitamente a reconhecer «que, mesmo após as operações e as várias intervenções estéticas, há sempre algo que pode denunciar, fisicamente, o corpo anterior». Entende-se por transexualidade, segundo a versão 10 da Classificação Internacional de Doenças, «o desejo de viver e ser aceite como membro do sexo oposto, habitualmente acompanhado por um sentimento de desconforto e de estranheza em relação ao seu sexo anatómico, e a um desejo de ser submetido a um tratamento hormonal e cirúrgico que torne o corpo o mais congruente possível com o do sexo preferido.
Há seis anos a lutar pelo reconhecimento da sua identidade de género (que a Constituição portuguesa ainda nega), Lara lembra que, se vivesse em Espanha, teria já o nome escolhido por si no BI. Porque já concluiu a maior parte do processo clínico, porque prossegue o tratamento hormonal, e, sobretudo, porque vive como uma mulher há mais de dois anos. Mas, se Lara vivesse na Catalunha, convém que saiba que o Hospital Público de Barcelona providencia apoio psicológico e endocrinológico, mas não a cirurgia. Por isso, também, há quem considere o serviço público português imbatível em termos de acesso e custos.
Em Portugal, a mudança legal de sexo é possível desde 1984 (em Inglaterra, até há pouco tempo, o BI era inalterável). Mas o flagelo da prostituição entre os transexuais revela um quadro negro de políticas de género. A prová-lo estão os números que nos advogados contabilizam mais solicitações por parte de transexuais femininos (f-m, do inglês «female-to-male», feminino-masculino). E os oficiais, produzidos pelos serviços do Ministério da Saúde a partir das consultas da rede pública hospitalar, que somam mais f-m do que m-f. Isto apesar do número real de transexuais m-f ser indiscutivelmente maior. Incongruências estatísticas que apenas reforçam a natureza clandestina e aparentemente intocável da prostituição. 93% dos transexuais m-f portugueses (ou a viver em Portugal) prostituem-se.
Lara, 35 anos, desempregada, diz-me que era complicado trabalhar como jornalista, apresentando uma carteira profissional onde constava o nome Lara Crespo, em nada condizente com o do BI, onde pode ler-se José Carlos Crespo. Era complicado para quem? Para os empregadores, para a contabilidade, para os outros jornalistas? Lara pode alterar o nome próprio antes de concluir o processo clínico que desembocará numa vaginoplastia. Mas não para o nome que escolheu, antes para um dos que constam da lista oficial de nomes próprios ditos neutros aceites pelos serviços de identificação. Eduarda Santos, 48 anos, teve enquanto homem um casamento tradicional. Conheceu a ex-mulher quando na tropa, ainda Eduardo, começou a corresponder-se com ela. Dessa união resultou uma filha, hoje com 24 anos. «Acredito que seja complicado para a minha filha chegar ao pé dos amigos e dizer que afinal o pai é uma mulher... Eu não me identificava com o universo masculino, e para não sofrer represálias, construí um 'muro' à minha volta.» Atrás do muro existia uma mulher, que não se interessava por futebol nem por carros. Eduarda começou há quatro anos a fazer o tratamento hormonal que transforma homens em mulheres. «Os pêlos diminuíram, sobretudo nas pernas, mas no rosto não resulta. Esta medicação retira a erecção e a ejaculação - é aliás usada como castrador químico para os pedófilos. De resto, a pele e o cabelo ficam mais macios, as formas mais arredondadas, o peito cresce.»
A mãe não lhe fala. Para ela, o filho é um travesti. O filho-filha diz que isso lhe dói, e que não é pouco. Mas há mais marés, e outras batalhas pela frente, como por exemplo a do trabalho. «Fui ajudante de despachante, mas acabaram as alfândegas e fiquei desempregada. Fui para segurança, mas a firma fechou, e eu fiquei desempregada outra vez. Estou à procura de trabalho, mas isto é como ter lepra e estar escrito na testa.»


CIRURGIA
Stéphane vive com um filho adolescente. Foi aos Estados Unidos fazer uma mastectomia

Stéphane também foi casado durante mais de 20 anos. Não compreendendo o que se passava consigo, viveu anos com medo de pedir ajuda psiquiátrica, por receio que o obrigassem a ser uma mulher. Mas chegou o dia em que revelou ao marido a sua verdadeira condição. «Expliquei tudo ao meu homem, e ele aceitou. Já o facto de eu ser homossexual, foi mais difícil de aceitar para ele, porque o remeteu para a sua própria orientação sexual.»
Nascido na Bélgica em 1956, Stéphane vive em Braga há cerca de 10 anos. «O que determina que sejamos homem ou mulher não está no sexo anatómico.» Mas, para os outros, como por exemplo para os vizinhos que em Braga vão ao domingo ao Bom Jesus, é o corpo visível que predomina - e determina. «Os meus vizinhos passaram do ela ao ele, aparentemente sem problemas, mas quando um dia me viram com o meu marido, perguntaram-nos onde estavam as nossas mulheres! (Risos) Não me reconheciam, embora me vissem todos os dias! Depois de me assumir, continuei a fazer a minha vida normal, a ir às compras, etc. De um dia para o outro, apercebi-me de que algumas pessoas deixaram de me reconhecer. Quando o meu homem morreu, houve pessoas que foram ao enterro e que me perguntaram onde é que eu (a viúva) estava!»
Stéphane vive com o filho de 17 anos. Quando a mãe lhe disse que era um homem, o filho «ficou em estado de choque durante uns dias», e depois disse-lhe que «queria apenas saber se o amor por ele ficava inalterado.» Stéphane tomou a sua primeira injecção de testosterona há pouco mais de um ano, e fez logo depois a mastectomia, paga por si, nos Estados Unidos. Sobre a mudança legal, explica que na Bélgica «a lei determina que tenhamos de ser esterilizados para poder mudar os papéis. Em Espanha basta ter pedido a operação. A coisa muda de país para país, é uma grande confusão em termos legais»




Andreia nasceu João Carlos, em Évora, há 47 anos. A decisão de mudar legalmente de nome (embora restringindo-se à lista de nomes próprios neutros aceites em Portugal) alterou (e muito) o seu quotidiano. «O nome resolvido é uma grande coisa. Já não me sujeito àquelas situações que acontecem nos bancos, ou nas urgências hospitalares, em que chamam o João Carlos e apareço eu, uma mulher. Em 2001 alterei o nome para Andreia, aceite pelos serviços de identificação. Antes, aconteciam-me situações incríveis. Um dia fiquei retida quatro horas no aeroporto, e tive de me despir integralmente para eles verem que era mesmo eu. A carta de condução também foi um problema, a Direcção-Geral de Viação obrigou-me a voltar a fazer exame.»
Quando chegou às consultas, Andreia já tinha feito implantes mamários, mudado o nariz, a boca, os olhos. «Tudo com os meus meios. Tive uma vida difícil, prostituí-me para poder fazer as operações. Agora tenho uma vida estável, organizada e tranquila.» Ainda assim, por vezes, parece-lhe que se olha para os transexuais como pessoas que querem fazer valer um capricho, ou que têm perversões sexuais incompreensíveis. Diz que é urgente mudar estas crenças. Levando uma vida discreta, preferiu que não mostrássemos o seu rosto. Vive numa pequena comunidade no Grande Porto e acha que é melhor preservar-se. «Não quero problemas. Há uns anos fui à televisão e depois tive imensos problemas, nomeadamente com os vizinhos. Tive de mudar de casa. Onde vivo agora ninguém sabe a minha história - e ninguém tem de saber. As pessoas não aceitam porque não compreendem.»
Reportagem de Sarah Adamopoulos (texto) e Pedro Azevedo (fotografias)

www.expresso.pt

Friday, March 30, 2007

Queer Penguin


By Sam Butler
29/03/2007 2:17:39 AM
Immoral acts
The morality of queer sexuality is officially under the spotlight in the US, with the chairman of the Joint Chiefs of Staff, Gen Peter Pace, recently articulating his belief that 'homosexual acts between two individuals are immoral', while defending the 'don't ask, don't tell' policy for queer folk serving in the military.
This policy is an important distinguishing focal point for Republican and Democrat presidential frontrunners leading up to next year's election. While Republican Sen. John McCain believes it is 'successful and should be maintained', Democrat Sen. Hillary Clinton has announced she'll overturn the very policy her husband introduced in 1994 should she win office. Sen. Barack Obama similarly supports gays and lesbians serving openly in the armed forces.
Unfortunately, both senators have fumbled when questioned on their own personal views of the morality of homosexuality. When Clinton was asked directly by ABC News, she replied: 'I am going to leave that to others to conclude.' Obama, meanwhile, refused to articulate his position, saying only that Pace should not be expressing personal opinions on the subject.
In her defence, Clinton clarified her response, later saying point blank: 'I do not believe homosexuality is immoral.' But you have to wonder why she was incapable of expressing this opinion the first time round. New York academic Kenneth Sherrill suggested that both Clinton and Obama were 'afraid of backlash. If you look at the polling data, you find a fairly large percentage of Americans think homosexuality is wrong even though they support equal rights'.
Unfortunately, the strangehold of the Rancid Religious Right on the US is such that even relative moderates almost immediately need to qualify any expressions of support for queer people and same-sex couples, or baulk at condemning voters for holding homophobic beliefs. Imagine how much greater the outrage would have been, for example, if Clinton had left 'to others to conclude' whether or not African-Americans were immoral or inherently prone to crime. While she eventually did the right thing expressing a proper personal opinion, it says a lot that the instinctive reaction from such a shrewd political animal as she is, was to implicitly condone, rather than condemn outright homophobic prejudice.
Not that Australian politicians are much better. John Howard especially is a master of dog-whistling and suggesting by stealth that Australians are perfectly entitled to hold sexist, racist or homophobic prejudices, even though he may claim he personally does not. It's a trademark of any canny politician to vindicate voters' right to think and act however they want, no matter how inappropriate, rather than lead by example.
This, in fact, is genuine immorality.

Sam Butler: http://queerpenguin.blogspot.com/

Tuesday, March 27, 2007

Comunicado: Hospital de Santa Maria discrimina Transsexuais

27 Mar 2007
Exmos/as senhores/as jornalistas:

O movimento Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia vem por esta via denunciar a discriminação de Transsexuais em curso no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se levam a cabo os processos de transição de sexo. "Regras impostas pela nova administração" do hospital, segundo os médicos responsáveis, estão a fazer com que os/as transsexuais que tenham que ser internados naquele estabelecimento de saúde sejam dirigidos para a enfermaria correspondente ao seu sexo biológico , e não à enfermaria correspondente ao seu género.

Como se sabe, no SNS classificam-se as pessoas pelo seu sexo, que normalmente é determinado à nascença pelos genitais. Com as pessoas Transexuais este tipo de classificação revela-se erróneo e provoca situações caricatas de discriminação. Basta pensar, por exemplo, na renovação de um BI, em que, na foto aparece uma face feminina/masculina e no nome próprio um do género oposto. (E, quando entrarem em circulação, os novos BI's europeus vão explicitar o sexo).
Neste mesmo hospital, ainda há bem pouco tempo qualquer Transsexual que fosse fazer uma intervenção e que tivesse necessidade de um internamento temporário, era colocado/a na enfermaria correspondente ao género para que estava a transitar. Mesmo depois de entrar em funções a nova administração do Santa Maria, isto continuou a funcionar nos mesmos moldes.
Assim, depois de terminado o processo (só aí são autorizadas as cirurgias pela Ordem dos Médicos), era reconhecido a qualquer Transexual o género para o qual transitava, independentemente da sua genitália, não apenas pelos médicos responsáveis, como pelo Estado.
Porém, no mês passado, uma mulher Transexual dirigiu-se a uma consulta de cirurgia plástica neste Hospital. Necessitando de ficar pelo menos 24 horas internada, foi informada que teria que ficar internada na enfermaria dos homens.
Este tipo de discriminação deriva precisamente de se continuar a definir o género de uma pessoa pelos seus genitais de nascença, o que é errado e inaceitável.
Não é de forma nenhuma justificável que uma pessoa na fase final (ou em qualquer fase) do seu processo de transição, quando aparece para o mundo com um determinado género, ser obrigada a ficar numa enfermaria do género oposto. É uma forma de classificação altamente lesiva para a auto-estima de qualquer Transsexual, claramente discriminatória e que pode levar a outras formas de discriminação.

Neste mesmo hospital, ainda há bem pouco tempo qualquer Transsexual que fosse fazer uma intervenção e que tivesse necessidade de um internamento temporário, era colocado/a na enfermaria correspondente ao género para que estava a transitar. Mesmo depois de entrar em funções a nova administração do Santa Maria, isto continuou a funcionar nos mesmos moldes.

Assim, depois de terminado o processo (só aí são autorizadas as cirurgias pela Ordem dos Médicos), era reconhecido a qualquer Transexual o género para o qual transitava, independentemente da sua genitália, não apenas pelos médicos responsáveis, como pelo Estado.

Porém, no mês passado, uma mulher Transexual dirigiu-se a uma consulta de cirurgia plástica neste Hospital. Necessitando de ficar pelo menos 24 horas internada, foi informada que teria que ficar internada na enfermaria dos homens.

Este tipo de discriminação deriva precisamente de se continuar a definir o género de uma pessoa pelos seus genitais de nascença, o que é errado e inaceitável.

Não é de forma nenhuma justificável que uma pessoa na fase final (ou em qualquer fase) do seu processo de transição, quando aparece para o mundo com um determinado género, ser obrigada a ficar numa enfermaria do género oposto. É uma forma de classificação altamente lesiva para a auto-estima de qualquer Transsexual, claramente discriminatória e que pode levar a outras formas de discriminação.

Hoje, a discriminação é a nova regra no Hospital de Santa Maria, cujos clínicos da equipa de transsexualidade são supostos ajudar transsexuais no seu processo de mudança de sexo, e não sujeitá-los/as a regras transfóbicas e humilhações gratuitas. O movimento Panteras Rosa exorta a administração do Hospital a rever com celeridade estas "novas regras", sob pena de assumir uma discriminação consciente de um grupo social já profundamente discriminado.

www.panterasrosa.com
www.panterasrosa.blogspot.com

Assessor de premier italiano é flagrado abordando travesti


Divulgada em revista italiana, foto mostra Sircana conversando com travesti
ROMA - O principal assessor do primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, afirmou nesta quarta-feira, 21, que não renunciará em meio a um escândalo no qual foi fotografado enquanto conversava com um travesti.
Silvio Sircana, promovido no mês passado do cargo de porta-voz pessoal de Prodi para o de porta-voz de todo o governo, é o foco de um escândalo mais amplo no qual paparazzi são acusados de chantagear celebridades com fotos comprometedoras.
Os jornais desta quarta-feira, 21, divulgaram uma foto borrada de Sircana, casado e pai de dois filhos, em seu carro enquanto falava com uma pessoa, aparentemente uma mulher, em uma calçada.
Sircana, confidente de Prodi há muitos anos, afirmou ter ficado devastado com a foto e chamou seu comportamento de "um momento de curiosidade estúpida" por um "suposto travesti".
Apesar das críticas da oposição, que enfrenta o governo no debate sobre valores familiares, Sircana disse ter o apoio total de Prodi e declarou que não renunciará.
"Por que eu deveria renunciar? Por um não-acontecimento", disse ele ao jornal La Stampa. "Você não crucifica alguém por esse tipo de idiotice. Você não expõe alguém ao ridículo na imprensa por um acontecimento pequeno e bobo em uma noite de verão.
A foto, tirada em setembro passado e vendida a uma revista que não a publicou, foi divulgada depois de Sircana afirmar que desejava que ela se tornasse pública para desanuviar o ambiente.
O escândalo vem em um momento em que o governo de Prodi apóia uma lei contrária aos conservadores e à Igreja Católica, a qual dá reconhecimento legal a casais gays e aos que não tiveram matrimônio.

LÍDER DO GRUPO KISS CIRCULA COM TRANSEXUAL PARA PROMOVER SEU REALITY SHOW


O vocalista da banda de rock Kiss e estrela do reality show "Gene Simmons Family Jewels" arrumou um jeito meio esquisito para promover a segunda temporada de seu programa nos Estados Unidos, que estreou neste domingo. Famoso por ser mulherengo, Gene Simmons foi visto circulando em festas e convenções americanas ao lado da transexual Amanda Lepore. Nas aparições públicas ao lado do roqueiro, Amanda usa um biquíni sumário e está sempre coberta de jóias - uma brincadeira com a expressão "family jewels" que, traduzida ao pé da letra, significa "jóias familiares".A última aparição de Gene e Amanda foi numa convenção em Miami no último fim de semana. Isso é que é publicidade exótica...

A nova religião nacional

por Olavo de Carvalho em 27 de março de 2007 Resumo: A discriminação e marginalização dos homossexuais é real e grave nos países islâmicos e comunistas, mas as alianças políticas do movimento gay fazem com que ele prefira se manter calado quanto a esse ponto, atacando, ao contrário, as nações que mais mimam e protegem os homossexuais. © 2007 MidiaSemMascara.org
Atos libidinosos num templo religioso tipificam nitidamente o crime de ultraje a culto, previsto no art. 208 do Código Penal. A proposta de lei 5003/2001 consagra esse crime como um direito dos homossexuais e castiga com pena de prisão quem tente impedir a sua prática. Se o Congresso a aprovar, terá de revogar aquele artigo ou decidir que ele se aplica só aos heteros, oficializando a discriminação sexual sob a desculpa de suprimi-la. Terá de revogar também o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura aos crentes “a liberdade de manifestar sua religião.... isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.
A ética sexual das religiões tradicionais é parte integrante da sua doutrina e prática. Proibir uma coisa é criminalizar a outra. Aprovada a PL, no dia seguinte as igrejas estarão repletas de militantes gays aos beijos e afagos, ostentando poder, desafiando os fiéis a ir para a prisão ou baixar a cabeça ante o espetáculo premeditadamente acintoso. O crente que deseje evitar essa humilhação terá de praticar sua devoção em casa, escondido, como no tempo das catacumbas.
A desculpa de proteger uma minoria oprimida é cínica e fútil. De um lado, nunca os homossexuais sofreram violência na escala em que estão expostos a ela os cristãos hoje em dia. Todo genocídio começa com o extermínio cultural, com o escárnio e a proibição dos símbolos e valores que dão sentido à vida de uma comunidade. Na década de 90 os cristãos foram assassinados à base de cem mil por ano nos países comunistas e islâmicos, enquanto na Europa e nos EUA a esquerda chique votava lei em cima de lei para criminalizar a expressão da fé nas escolas, quartéis e repartições públicas. A PL 5003/2001 é genocídio cultural em estado puro, indisfarçável.
De outro lado, qualquer homossexual que esteja ansioso para trocar amassos com seu parceiro dentro de uma igreja em vez de fazê-lo em casa ou num motel não é bem um homossexual: é um exibicionista sádico que tem menos prazer no contato erótico do que em ofender os sentimentos religiosos dos outros. É preciso ser muito burro e tacanho para confundir o desejo homoerótico com a volúpia da blasfêmia e do escândalo. O primeiro é humano. A segunda é satânica por definição. É a manifestação inconfundível do ódio ao espírito. Uma lei que a proteja é iníqua e absurda. Se o Congresso a aprovar, não deixará aos religiosos senão a opção da desobediência civil em massa.
A ex-deputada petista Iara Bernardi, autora da proposta, diz que a nova lei “é uma importante abertura no caminho para o Estado verdadeiramente laico”.
Laico, o Estado já é. Não possui religião oficial, não obriga ninguém a ter ou não ter religião. Mas o Estado com que sonha a ex-parlamentar é algo mais. É o Estado que manda à prisão o crente que repita em voz alta – mesmo dentro do seu próprio templo – os mandamentos milenares da sua religião contra as condutas sexuais agora privilegiadas pela autoridade. Esse Estado não é laico: quem coloca o prazer erótico de alguns acima da liberdade de consciência religiosa de todos os outros instaura, no mesmo ato, um novo culto. Ergue uma nova divindade acima do Deus dos crentes. É o deus-libido, intolerante e ciumento.
PSICOLOGIA GAY
Em comparação com a perseguição anticristã no mundo, a suposta discriminação dos gays é, na melhor das hipóteses, uma piada. Ao longo dos últimos cem anos, nas democracias capitalistas, nenhum homossexual jamais sofreu, por ser homossexual, humilhações, perigos e danos comparáveis, por exemplo, aos que a militância gay enlouquecida vem impondo ao escritor
evangélico brasileiro Júlio Severo pelo crime de ser autor do livro O Movimento Homossexual . Não posso por enquanto contar o caso em detalhes porque prejudicaria o próprio Júlio, a esta altura metido numa encrenca judicial dos diabos. Mas, garanto, é uma história assustadora.
A discriminação e marginalização dos homossexuais é real e grave nos países islâmicos e comunistas, especialmente em Cuba, mas as alianças políticas do movimento gay fazem com que ele prefira se manter calado quanto a esse ponto, descarregando suas baterias, ao contrário, justamente em cima das nações que mais mimam e protegem os homossexuais.
Dois livros que recomendo a respeito são Gay New York: Gender, Urban Culture and the Making of the Gay Male World, 1890-1940 , de George Chauncey, New York, Basic Books, 1994, e Bastidores de Hollywood: A Influência Exercida por Gays e Lésbicas no Cinema, 1910-1969 , de William J. Mann, publicado em tradução brasileira pela Landscape Editora, de São Paulo, em 2002. Nenhum dos dois foi escrito por inimigos da comunidade gay. Ambos mostram que, em dois dos mais importantes centros culturais e econômicos dos EUA os gays tinham já desde o começo do século XX um ambiente de muita liberdade, no qual, longe de ser discriminados, gozavam de uma posição privilegiada – justamente nas épocas em que a perseguição a cristãos e judeus no mundo subia às dimensões do genocídio sistemático.
Em hipótese alguma a comunidade gay pode se considerar ameaçada de extinção ou vítima de agressões organizadas comparáveis àquelas que se voltaram e voltam contra outros grupos humanos, especialmente religiosos. Ao longo de toda a minha vida, nunca vi nem mesmo alguém perder o emprego, no Brasil, por ser homossexual. Ao contrário, já vi grupos homossexuais dominando por completo seus ambientes de trabalho, inclusive na mídia.
Se, apesar disso, o sentimento de discriminação continua real e constante, ele não pode ser explicado pela situação social objetiva dessa comunidade: sua causa deve estar em algum dado existencial mais permanente, ligado à própria condição de homossexual. Talvez esta última contenha em si mesma algum estímulo estrutural ao sentimento de rejeição. A mim me parece que é exatamente isso o que acontece, e por um motivo bastante simples.
A identidade heterossexual é a simples tradução psíquica de uma auto-imagem corporal objetiva, de uma condição anatômica de nascença cuja expressão sexual acompanha literalmente a fisiologia da reprodução. Ela não é problemática em si mesma. Já a identidade homossexual é uma construção bem complicada, montada aos poucos com as interpretações que o indivíduo dá aos seus desejos e fantasias sexuais. Ninguém precisa “assumir” que é hetero: basta seguir a fisiologia. Se não houver nenhum obstáculo externo, nenhum trauma, a identidade heterossexual se desenvolverá sozinha, sem esforço. Mas a opção homossexual é toda baseada na leitura que o indivíduo faz de desejos que podem ser bastante ambíguos e obscuros.
A variedade de tipos heterogêneos abrangidos na noção mesma de “homossexual” – desde o macho fortão atraído por outros iguais a ele até o transexual que odeia a condição masculina em que nasceu – já basta para mostrar que essa leitura não é nada fácil. Trata-se de perceber desejos, interpretá-los, buscar suas afinidades no mundo em torno, assumi-los e fixá-los enfim numa auto-imagem estável, numa “identidade”. Não é preciso ser muito esperto para perceber que esse desejo, em todas as suas formas variadas, não é uma simples expressão de processos fisiológicos como no caso heterossexual (descontadas as variantes minoritárias deste último), mas vem de algum fator psíquico relativamente independente da fisiologia ao ponto de, na hipótese transexual, voltar-se decididamente contra ela.
A conclusão é que o desejo em si mesmo, o desejo consciente, assumido, afirmado – e não o desejo como mera manifestação passiva da fisiologia –, é a base da identidade homossexual. Mas uma identidade fundada na pura afirmação do desejo é, por sua própria natureza, incerta e vacilante, porque toda frustração desse desejo será vivenciada não apenas como uma decepção amorosa, mas como um atentado contra a identidade mesma. Normalmente, um heterossexual, quando suas pretensões amorosas são frustradas, vê nisso apenas um fracasso pessoal, não um ataque à heterossexualidade em geral. No homossexual, ao contrário, o fato de que a maioria das pessoas do seu próprio sexo não o deseje de maneira alguma já é, de algum modo, discriminação, não só à sua pessoa, mas à sua condição de homossexual e, pior ainda, à homossexualidade em si. É por isso que os homossexuais se sentem cercados de discriminadores por todos os lados, mesmo quando ninguém os discrimina, no sentido estrito e jurídico em que a palavra discriminação se aplica a outras comunidades. A simples repulsa física do heterossexual aos atos homossexuais já ressoa, nas suas almas, como um insulto humilhante, embora ao mesmo tempo lhes pareça totalmente natural e improblemática, moralmente, a sua própria repulsa ao intercurso com pessoas do sexo oposto e até com outro tipo de homossexuais, que tenham desejos diferentes dos seus. Tempos atrás li sobre a polêmica surgida entre gays freqüentadores de saunas, que não admitiam a presença de transexuais nesse ambiente ultracarregado de símbolos de macheza. “Tenho nojo disso”, confessavam vários deles. Imagine o que diria o movimento gay se declaração análoga viesse de heterossexuais. Seria um festival de processos. Mas o direito do gay a um ambiente moldado de acordo com a forma do seu erotismo pessoal não parecia ser questionável. Nem muito menos o era o seu direito à repulsa ante os estímulos adversos – a mesma repulsa que o macho hetero sente ante a hipótese de ir para a cama com homos e transexuais, mas que neste caso se torna criminosa, no entender do movimento gay. Em suma, para os gays, expressar a forma específica e particular dos seus desejos – e portanto expressar também a repulsa inversamente correspondente – é uma questão de identidade, uma questão mortalmente séria, portanto um “direito” inalienável que, no seu entender, só uma sociedade opressiva pode negar. A repulsa do hetero ao homossexualismo, ao contrário, é uma violência inaceitável, como se ela não fosse uma reação tão espontânea e impremeditada quanto a dos gays machões pelos transexuais pelados numa sauna (um depoimento impressionante a respeito vem nas Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos: o escritor, insuspeito de preconceitos reacionários, tinha tanto nojo físico dos homossexuais que, na prisão, rejeitava a comida feita pelo cozinheiro gay). De acordo com a ideologia do movimento, só os gays têm, junto com o direito à atração, o direito à repulsa. Os heteros que guardem a sua em segredo, ao menos por enquanto. O ideal gay é eliminá-la por completo. Mas isto só será possível quando todos os seres humanos forem homossexuais ao menos virtualmente. Daí a necessidade de ensinar o homossexualismo desde a escola primária. Os objetivos do movimento gay vão muito além da mera proteção da comunidade contra perseguições, aliás inexistentes na maioria dos casos, a não ser que piadinhas ou expressões verbais de rejeição constituam algo assim como um genocídio. Instaurar o monopólio gay do direito à repulsa exige a reforma integral da mente humana. A ideologia gay é a forma mais ambiciosa de radicalismo totalitário que o mundo já conheceu.
GALINÁCEOS INDIGNADOS
O reconhecimento que acabo de receber da Associação Comercial de São Paulo, com uma edição especial de artigos escritos para o
Mundo Real das segundas-feiras, parece que suscitou alguma revolta no galinheiro.
Com dez anos de atraso, isto é, com a velocidade usual das suas conexões neuronais, Fernando Jorge protesta contra a minha desmontagem do panfleto vagabundo, invejoso e mendaz que ele escreveu contra o Paulo Francis (v. “Galo de bigodes” em O Imbecil Coletivo, 5ª. edição). Aproveita a ocasião para avisar que é “um galináceo viril, com crista rubra, peito altivo, esporão agudo, ameaçador”. Sei que isso é verdade. Meu cachorro já comeu vários desses bichos.
Ainda mal refeito do ovo monstruoso e disforme que botou com o título de “O Poder Secreto!” (sim, com exclamação, para que ninguém pense que é pouca porcaria), Armindo Abreu, compilador de velhas teorias da conspiração que ele apresenta como suas e originalíssimas, cacareja que meus artigos de 1999 foram plagiados do seu livro de 2005, que eu nunca disse uma palavra contra o establishment americano e que o Foro de São Paulo é “uma entidade quase ficcional”. Pela exatidão de qualquer das três afirmações mede-se a veracidade das outras duas. Como ele também me acusa de calúnia, injúria e difamação, mas não diz a quem caluniei, injuriei ou difamei, é ele quem, no mesmo ato, comete esses três crimes contra mim, mas suponho que o faça também sob o efeito do seu trauma obstétrico – estado alterado de consciência do qual ele dá sinal alarmante ao gabar-se de ser “um intelectual de verdade” (sic).
DICA DE LEITURA
Se você ler tudo o que os correspondentes brasileiros nos EUA escreveram para os seus jornais nos últimos vinte anos, não aprenderá tanto sobre a política americana quanto pode aprender lendo o artigo de Heitor De Paola, “As complexidades da política norte-americana”, publicado no último dia 23 no Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid>5661&language>pt). Se eu tivesse fundado o MSM só para publicar esse único artigo, a existência desse modesto jornal eletrônico já estaria inteiramente justificada.
Publicado pelo
Diário do Comércio em 26/03/2007

Sunday, March 25, 2007

Ruby Rodriguez - another transgender murder

A Nicaraguan transgender woman, Ruby Rodriguez, 24 years old, was murdered on Friday, March 16, 2007. Her body was found on the corner of Cesar Chavez and Indiana Streets in the Mission District of San Francisco. The murder is currently under investigation by the San Francisco Police Department. Community United Against Violence (CUAV), EL-LA, San Francisco LGBT Community Center, TRANS Project, allies, and community members [held] a community vigil in her honor on Friday, March 23, 2007 at 6:00PM, on the corner of 24th Street and Mission Street in the Mission District.. . . She was an exceptional woman who was intent on improving her life. Ruby participated in various support groups and language classes, and idolized Chicana singer Selena.This murder comes at the heels of at least two other violent deaths of transgender women of color in the San Francisco Bay Area over the past six months. Transgender people, particularly low-income transgender women of color, are disproportionately poor, homeless, criminalized and imprisoned as a result of systemic discrimination in our daily attempts to access safe housing, healthcare, employment, and education.Unfortunately, Ruby's murder is not an exception, but an everyday fear for many transgender people who are targeted and brutalized by institutions and society at large. Our communities mourn Ruby's death and ask for a renewed commitment to real safety for transgender communities. It is vital that the Mayor's Office, the San Francisco Police Department, and the District Attorney's Office work to end the cycles of criminalization, poverty, and violence in transgender communities and communities of color.After the 2002 murder of Hayward transgender teen Gwen Araujo, a jury found her killers (some of whom had sex with Gwen) guilty of second degree murder, but declined to return a conviction on a hate crime charge. Still, as the Transgender law Center pointed out:
. . . the Alameda County District Attorney’s office has set a new standard for prosecuting transgender murder cases. You don’t have to look any further than Fresno County to see what the standard still is in many DA’s offices. Last month, a Fresno County DA accepted a four year plea bargain for a person who confessed to stabbing and killing a transgender person. In stark contrast, the Alameda DA’s office devoted their office’s full resources to this case not once, but twice. Along the way, they faced and beat down some of the most egregious uses of transgender panic tactics that many of us hope to ever see in a courtroom.This year, we also saw media coverage that had once been sensationalistic and oftentimes disrespectful of Gwen’s identity evolve into coverage that correctly identified the defendant’s as the people on trial (not Gwen) and their actions as the thing being judged (not Gwen’s identity). This evolution is not limited to Bay Area print, broadcast, and internet journalists. I’ve spoken with journalists from around the U.S. who have said that the coverage of this case has sparked dialogues and changes in their newsrooms as well.Gwen's murder & the consquent trial resulted in CA Governor Schwarzenegger signing the
Gwen Araujo Justice for Victims Act (AB 1160), which "puts California firmly on record as opposing a defendant’s use of societal bias against their victim in order to decrease their own culpability for a crime."
"Panic strategies are a cynical way for homicide defendants whose victims are members of a disfavored group to appeal to a jury’s worst impulses,” said Transgender Law Center Director Christopher Daley. “The Gwen Araujo Justice for Victims Act is a significant step towards preventing the same societal bias that killed Gwen and Joel from affecting a jury’s deliberations. It’s signage into law also advances California’s status as the most protective state in the nation for transgender people.”

Friday, March 23, 2007

Two Spirits: A Story of Life with the Navajo


by Walter L. Williams and Toby Johnson

You will never look at life the same way after reading this book. Writer W. Randy Haynes says about this fascinating novel, ” ‘Two Spirits’ is a spectacular tale based on the 1860s eviction of the Navajo people from their sacred homelands…. ‘Two Spirits,’ a treasure to read, is a rare combination of historical fiction and spiritual wisdom at its absolute finest.”

Winner of a historical fiction award from the Arch and Bruce Brown Foundation, this novel from gay spirituality Lethe Press centers on a love story between a Native American male and a caucasian male. The main character is a Navajo (Dine’) Indian who is a “nadleehi” which is the Dine’ word for berdache or Two Spirit person. Anthropologist Walter L. Williams wrote the classic academic study of this subject: “The Spirit and the Flesh: Sexual Diversity in American Indian Culture” (Beacon Press), and now he has teamed up with award-winning novelist Toby Johnson to produce a fictional treatment of this theme. Their collaboration is a model for an academic scholar to provide the historical and ethnographic accuracy about a subject, which in the skilled hands of a fiction writer like Toby Johnson results in a fascinating story that is difficult to put down.

Two decades ago Williams’ book had a huge impact on gay self-acceptance by showing examples of cultures where androgynous homosexual people were highly respected and held leadership roles in their native cultures. This novel is likely to have an even greater impact than Williams’ academic book because it is written within the context of an exciting drama.

The setting is the Civil War era, and a young Virginian is forced to leave his home when his fundamentalist Christian father discovers him having sex with his boyfriend. He manages to escape to the frontier and be appointed as government agent to the Navajo Indians, only to find that the Navajos are being kept as virtual prisoners on a barren reservation far from their homeland.

The plot of the novel carefully follows the reality that actually happened to the Navajos in the 1860s, when the U.S. Army conducted a genocidial war against them and literally starved them into submission by destroying their food supplies, farming fields, and animal herds. Once the Indians surrendered they were put into concentration camps and then forced to march on a 325 mile journey where over 2,000 Navajos died. More deaths followed as people wasted away on the barren desert reservation.

After falling in love with his Navajo partner, the Virginian decides to help the Navajos escape their prison so that they can return to their homeland. The adventures which they undergo, in which they almost get killed several times, finally result in victory. As actually happened in 1868, by a fantastic sequence of events the Navajos are allowed to return to their beloved homeland and resume their indigenous way of life. As a result of this return, the Navajos were able to survive as a culture when many other Native American groups became extinct. This is real history, as dramatic as any story in World History.

In the process of helping the Navajos, this Virginian learns much about Navajo philosophy of life. This is a model for a positive way to approach one’s life, and there are many insights that can be drawn from Navajo wisdom. Navajos respected the important role of eroticism in life, and recognized that people we would today called transgender or androgynous are extraordinarily gifted. Editor Bo Young, of “White Crane Journal” says “With its sweet and triumphal love story, ‘Two Spirits’ is a welcome addition to the literature of the real West and the hidden history of same-sex people. It gives a whole new meaning to ‘how the West was won.’ ”

If you want an exciting read, as well as insight for how to best live your life, this is the book for you. I highly recommend it, for young GLBT people just coming out or for mature readers who want a guide to a higher plane of existence. As an additional bonus, there is also an interesting Afterword by gay Navajo anthropologist Professor Wesley Thomas. He gives personal testimony for the continuing impact of those events in the Civil War era among Navajo people of today, and comments that a same-sex marriage might have been the saving grace for his people’s very existence.

http://gaybookreviews.info/review/3570/two-spirits-a-story-of-life-with-the-navajo

Thursday, March 22, 2007

Chris Albani, Virgin of Flames


Chris Albani, author of the award-winning novel Graceland, puts together a very strange collection of characters, which definitely sets this book apart from our last pick (The Darkest Child by Deloris Phillips). In this book you have an artist named Black who is infatuated with a transexual stripper, spends most of his time in a raggedy spaceship on top of a place called the Ugly Store, and has a butcher friend from Rawanda with a separate set of issues. Not to mention Iggy, the eccentric tatoo artist with rings in her back so that she can tatoo celebrities while suspended in some kind of trance.Yeah, it's that kind of book. On the surface it seems like a creative writing exercise (e.g., take all of these crazy characters and make a story), but in reality (and I have not yet finished this book), it seems like Albani is cooking up a unique and resonating story set against a backdrop that might seem unusual on the surface but is probably more normal than our own lives.

Police Seek Answers In Transgender Murder

Mar. 20 - KGO - San Francisco police are investigating whether there's a link between the murder of a transgender woman last week, and reports of a woman spotted wandering nude nearby a few hours later.

The unidentified transgender victim was found dead about 5:40 a.m. Friday morning on the sidewalk at Indiana and Cesar Chavez streets.

Police say she was Hispanic, about 30-years-old, and was found completely nude.

About two hours later, authorities heard reports of a light-skinned blonde woman walking nude on the side of Interstate 280 near Highway 101.

She was seen getting into a metallic blue car.

Anyone with information is asked to call San Francisco police.

Copyright 2007, ABC7/KGO-TV/DT.
http://abclocal.go.com/kgo/story?section=local&id=5134639

Tuesday, March 20, 2007

"Antony &The Johnsons - You Are My Sister"


antony Hegarty , trans,You are my sister
Vídeo enviado por bbterma

TOM THE PEKIN

http://www.radiocampusparis.org/?cat=86

DEBATE: FEMINISMOS NO MASCULINO

Qual a relação entre os homens e o feminismo?
Será que o feminismo importa a tod@s?
Podemos falar de homens feministas?
Que espaço existe para feminismos no masculino em Portugal?
Uma tertúlia para responder a estas e outras questões, aberta a todas as pessoas, com os convidados:
- Bruno Sena Martins, antropólogo
- João de Oliveira, ISCTE- José Manuel Pureza, FEUC / CES
- Paulo Jorge Vieira, geógrafo
Data e hora: 28 de Março, Quarta, 18h
Local: Foyer do Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra
ENTRADA LIVRE

não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
Apartado 31133001-401 Coimbra

Viseu - estreia no dia 5 de Abril de 2007


Foto Nuno Ferreira
Graeme Pulleyn promete uma peça que vai 'tocar e chocar'


Um texto do romancista Armando Silva Carvalho, construído a partir da morte da transsexual Gisberta Salce Júnior, no Porto, em Fevereiro, é o ‘motor de arranque’ da peça ‘Auto do Branco de Neve e os seus Machões’, que está a ser preparada no Teatro Viriato, de Viseu.

A peça insere-se no projecto de teatro para jovens desenvolvido na 2.ª edição do Palcos Novos Palavras Novas (PANOS), da Culturgest, que em Viseu será orientada pelo britânico Graeme Pulleyn. Para o encenador, o objectivo a atingir com a representação desta peça “é pôr as pessoas a pensar num caso que nos tocou a todos”. “O público vai assistir à peça no palco e ter assim mais proximidade com os actores”, explicou Graeme Pulleyn, adiantando que o trabalho vai ter “um forte conteúdo pedagógico”.Para integrar o elenco da peça, o Teatro Viriato está a recrutar jovens, entre os 14 e 20 anos, que não precisam de ter experiência em teatro. “É mais uma oportunidade para o aparecimento de novos talentos”, afirmou o encenador, que a partir de dia 18 vai começar a “dar corpo” a uma peça teatral que promete fazer “rir e chorar” que vai “tocar e chocar”, enfim “uma explosiva mistela perigosa e encantadora”, explicou.‘Auto do Branco de Neve e os seus Machões’ conta a vida de Gino/Ginette em três actos - ‘A sala dos espelhos’, ‘O baile’ e ‘A floresta’. No primeiro momento, o drama recai sobre a definição do género, com a protagonista a confrontar-se com os discursos contraditórios que lhe são próximos; depois o espaço é o do trabalho – a discoteca. Finalmente, a decadência, onde se dá o encontro com o grupo de adolescentes (que reagem com um misto de curiosidade e violência) e regressam os fantasmas da infância (as mesmas do primeiro acto mas vestidas de árvores). O final, didáctico, dirige-se ao público, que segundo o encenador “será responsável pela morte ou pela vida”.A estreia no Teatro Viriato está marcada para 5 de Abril de 2007 e, se a peça for uma das seis escolhidas entre os 25 participantes da PANOS, subirá ao placo da Culturgest, entre 25 e 27 de Maio. ENCONTRADA MORTA NUM POÇO Gilberta Salce Júnior, transsexual brasileira, de 46 anos, foi encontrada morta no interior de um poço, no Porto, em Fevereiro passado, depois de ter sido agredida durante vários dias. Treze jovens, que estavam internados na Oficina de São José, foram acusados de maus tratos, omissão de auxílio e profanação de cadáver. No dia 2 de Agosto, o Tribunal de Família e de Menores do Porto considerou os arguidos culpados.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=222873

Luís Oliveira, Viseu

Transexuais atacados por assaltantes armados


Foto Pedro Catarino
Eva assegura que, a princípio, pensou que estava a dar uma informação a um condutor em apuros. Mas depressa se viu numa situação de “puro inferno”. Transexual da noite de Lisboa, Eva foi agredida, ameaçada com armas, sequestrada, e roubada, antes de ser abandonada, completamente nua. Em apenas duas semanas, este foi o quarto caso de agressões semelhantes a transexuais.

A denúncia foi feita ao CM pela associação Opus Gay. O presidente, Valter Filipe, referiu ao nosso jornal que, para já, existe apenas uma queixa formalizada. “Foi apresentada pela quarta vítima, uma transexual portuguesa que achou por bem ligar-nos a pedir ajuda. Levámo-la a uma esquadra para apresentar queixa”, disse o dirigente da Opus Gay.A única que relatou às autoridades a sua experiência foi precisamente Eva. “Pelas 23h10 do último domingo, estava na Rua Gomes Freire, quando um carro parou junto de mim”, recordou.À espera de clientes, a transexual dirigiu-se à viatura, onde reparou num homem que pretendia informações que o levassem à 2.ª Circular.Eva garantiu ao CM que nem teve tempo de falar: “Fui logo agarrada pelas costas por um segundo homem, que me desferiu várias cabeçadas na cara.”Atordoada, e com o rosto coberto de sangue, Eva só sentiu uma faca encostada à perna, que a forçou a entrar no carro. “O condutor apontou-me uma pistola, e o agressor continuou com a faca encostada”, salientou.Incapaz de se recordar do trajecto efectuado, Eva disse apenas que foi completamente despojada de todos os bens durante a viagem. “Na zona dos Olivais abriram a porta do carro, e já na rua fui obrigada a despir-me toda. Eles fugiram”, acrescentou a vítima.O primeiro a auxiliar Eva foi um transeunte, que chamou a PSP. Mas a intervenção policial viria a revelar-se infrutífera. “O carro era roubado, e tinha matrículas falsas”, explicou.Auxiliada pela Opus Gay, Eva contou à direcção da associação a história de outras três transexuais que passaram pela mesma violência. “A Polícia Judiciária está a tentar identificar os agressores”, concluiu Valter Filipe, presidente da Opus Gay. GISBERTA MORREU EM AGONIAww Nasceu no Brasil, com o nome Gisberto Salce Júnior. Em 1980, com apenas 20 anos, chega a Portugal e fixa-se no Porto. Queria ser mulher, e foi na rua que se transformou. O mundo da prostituição deu-lhe uma nova identidade, Gisberta, e um novo vício, a droga. Em finais de 2005, já tuberculosa, ‘Gis’ (como era conhecida entre a comunidade transexual) é internada no Hospital Joaquim Urbano, no Porto. Semanas depois volta às ruas, onde conhece os que viram a ser os seus carrascos. De início foram dois, os jovens do Lar Oficinas de São José com quem trava conhecimento. Consumida pela doença, ‘Gis’ encontra abrigo num prédio da Avenida Fernão de Magalhães, no Porto. Depressa se vê rodeada por um grupo de 13 jovens. A 15 de Fevereiro de 2006, a transexual é vítima de uma espiral de agressões. Quatro dias depois, em agonia, vem a falecer. Os responsáveis pela sua morte, todos menores, foram julgados e condenados, em Agosto do mesmo ano, a penas de internamento e acompanhamento educativo. OUTROS ASPECTOSAGRESSORESEva fez ao CM uma descrição breve dos agressores. “São dois, ambos brancos, entre os 30 e os 40 anos, e muito violentos.” A transexual acredita que estes indivíduos, estarão envolvidos nas quatro agressões ocorridas nas últimas semanas.PÂNICOA comunidade transexual de Lisboa anda em pânico. Quem o diz é Eva, uma das vítimas das agressões, que “acha urgente que a polícia apresente resultados das investigações”.POLÍCIASFonte da Polícia Judiciária contactada pelo CM, não confirmou a existência de qualquer investigação a estas agressões. Já a PSP, remeteu para mais tarde informações sobre o caso.
Miguel Curado

Saturday, March 17, 2007

Palestra - Abordagem da Sexualidade nos Lesionados Vértebro-Medulares


A Associação Académica da Universidade Internacional irá realizar, a 12 de Abril, pelas 21h, uma Palestra intitulada "Abordagem da Sexualidade nos Lesionados Vértebro-Medulares", com a presença da Dra. Ana Garrett, Neuropsicóloga Clinica, doutoranda da Universidade Fernando Pessoa, e do Dr. José Pedro Moura, Bioquímico, docente da Universidade Internacional da Figueira da Foz, com entrada livre e certificado de participação.
A Organização Mundial de Saúde aponta a sexualidade como um aspecto fundamental na qualidade de vida de qualquer ser humano e quando se refere às pessoas com incapacidades, assegura uma postura de igualdade de direitos, determinando que, dado que esses indivíduos possuem necessidades especiais e podem estar em situação de vulnerabilidade biopsicosocial, a sua educação sexual deve ser prioritária.
Atendendo às funções de destaque que a medula desempenha na fisiologia do sujeito, deduz-se a dimensão da incapacidade que decorre deste acontecimento, afectando a sexualidade nas suas vertentes física e psíquica.
Nesta comunicação focaliza-se, então, a importância da vivência da sexualidade e da saúde sexual na qualidade de vida do ser humano para, posteriormente, enfatizar a necessidade de discussão desta matéria nos indivíduos portadores de lesão vértebro-medular.
Havendo a noção da existência de barreiras de vária ordem com que os profissionais de saúde se debatem ao abordar esta temática junto do doente, sugere-se a implementação sistemática do Modelo PLISSIT como a primeira etapa de uma proposta de modelo de intervenção/reabilitação.

Gustavo Miguel Damas

Universidade Internacional Figueira da Foz

Thursday, March 15, 2007

London to host LGBT employment event

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13th March 2007 16:00
Amy Bourke

Brighton's LGBT Jobfairs have made history over the past three years by being the first of their kind in the UK and Europe. Now London is set to follow suit with a fair of its own.The London LGBT Jobfair, which will be taking place on April 4th, is hoping to replicate the success of the Brighton events. It will be organised by the same company, A Place at the Table. Persia West, a leading transsexual activist and founding partner of A Place at the Table, said: "There has been a fair for young people before, but there has simply not been anything on this scale in London. "We know that there is a demand for this kind of thing, which we're hoping to meet. "We want to create a welcoming environment where lesbain, gay, bi and transgender people can take advantage of the fantastic quality and range of work which will be available."Last August PACE, an LGBT mental health group and the London Development Agency (LDA) hosted Out Working: Youth LGBT Job Fair, which offered unemployed and economically inactive gay, lesbian and bisexual youths hands-on advice.Some of London's best known employers will be hosting stalls at the London LGBT Jobfair in April, among them the Greater London Authority, Transport for London and the London Fire Brigade. Other employers attending include the Crown Prosecution Service, the Metropolitan Police, Norwich Union and Ernst and Young.All the employers are looking for lesbian, gay and transgender staff who will be valuable assets to their companies.The fair will be held at Methodist Central Hall in Westminster, a building in the heart of London which boasts a rich political history. Ghandi spoke at Central Hall in 1931, and the very first meeting of the United Nations took place there in 1946.The fair will be free.
For more information go to www.lgbtjobfair.co.uk

Unique savings scheme aids sex workers - and others

Chennai, Tamil Nadu, India, 2007-03-13 09:30:23
Today's Top Headlines
A health-linked savings scheme has given a new meaning to life for thousands of sex workers, members of the transgender community and HIV positive people in Tamil Nadu.
The scheme by the Tamil Nadu AIDS Initiative (TAI) and the Voluntary Health Service (VHS) aims at educating the marginalized communities about the benefits of saving. People are encouraged to drop their meagre savings in hundis (mud pots), take them to TAI centres and later open bank accounts.
Said Geeta, a commercial sex worker: 'I have been in the profession for 10 years. It was only recently that I learnt how to save.' Geeta is also a member of the Association for Rural Mass, an NGO that has introduced hundreds of commercial sex workers to anti-AIDS initiatives.
'I saved in a small hundi for the last three years - just Rs.3,750. At the end of January, I started another (hundi). I never had comfortable savings. But this scheme has given me the opportunity to do so,' she added.
The scheme, launched in October 2006, was initially for only three months. They have now continued it among TAI and VHS' 50,000-strong community of high-risk groups like sex workers, transgenders, HIV positive and the destitute.
'Marginalised women and members of the transgender community are unable to protect themselves from violence and infections because of their low negotiating skills. We are working with communities that have no idea what it means to save or open a bank account,' says TAI director Lakshmi Bai.
'Once we initiated the process, we were shocked to find that within three months hundreds of bank accounts were opened,' she exclaimed.
At present, over 6,000 women and transgender people have savings accounts negotiated by TAI.
They take their hundis to the TAI centre and deposit their savings in their respective bank accounts when they go for their monthly health checkups. There are community members who have saved to the tune of Rs.20,000 in three months.
But banks do not want to have the marginalised as account holders, say officials. 'Though I wanted to save money in a bank, I had problems opening an account due to my gender,' Vidya, a transgender person, told IANS.
'This programme has helped me start an account. I've now learnt to differentiate between necessity and luxury. I cut down most of my expenses. Now I am an expert in making flower vases and my savings help me market the products. I am now independent,' said a proud Vidya.
TAI and VHS recently presented awards for the best savers in a contest called 'Naallay Rani' or the 'Queen of Tomorrow'.
Stunned that she had won the best-saver award, Muniamma from Dharmapuri district said: 'I never dreamt that I would win the award with the small amounts of money I set aside. But now I find that my efforts have yielded results.'
Explained Jayashree, TAI's communication officer: 'The idea is not to just reward them for their savings but their consistency and the ability to standout as role models.'
N.S. Murali, honorary secretary of VHS, added: 'Savings is integrally linked to a feeling of well-being and empowerment. Such an event recognises their efforts in accessing health care services and staying healthy.'
Activist Aarthi Pai noted that initial feedback during interactions showed training to save had been most valued by the people.
'The most important thing is that they are now at least tracking how much they earn and spend in a month,' she said.
People are praising the scheme.
'The programme made us think about our future and the need for developing mechanisms to take care of us,' said Sathyavathi, who has saved Rs.7,000 in three months.
Added Jamuna Rani, a former sex worker from Vellore: 'My children have also become 'Naallay Rani'.'
'They asked me about the savings box. When they learnt that we could save, my children got separate boxes of their own,' said Rani, now an AIDS awareness community worker.
- By Papri Sri Raman

Thursday, March 8, 2007

FTM International San Francisco Announces ‘Clocked: An Oral History’



Female-to-Male International San Francisco this week announced a film produced by its former Co-Chair and Steering Committee Member, Martin Rawlings-Fein. The film, Clocked: An Oral History, is the story of transgender activism and life through the eyes of the people. It is a first person portrait of the transgender community through personal insights, stories and reflections on the meaning of community and being transgender. “As an HRC activist, a filmmaker and a human being, it was wonderful to see the transgender community so tenderly captured,” remarked one viewer while another commented that the filmmaker “Taught this old broad about a way of looking at life through someone else’s eyes and heart.” People everywhere are watching parts of clocked through Rawlings-Fein’s Video Blog, www.clockedmovie.blogspot.com, and there are plans to show it at Congregation Sha’ar Zahav this spring. There is a lack of visibility among transmen and transwomen with the transformative ideas that may allow for a more diverse community without robbing others of their identity. This film makes a statement that not all transpeople have the same narrative and that the transgendered umbrella may need to be rebuilt with a sturdier foundation.
Through a series of interviews and ethnographies in the greater transgender community, Rawlings-Fein creates a sense of intimacy with the films participants that allows the viewer a brief glimpse into their lives. The six participants that were chosen for the film range in identity from genderqueer to transsexual and each has their own story to tell. Along with the film aspect another more meticulous project is underway. Taking as many oral histories as Rawlings-Fein can from the elders in the trans community. “This project is a huge one,” Rawlings-Fein said, “but it is something that needs to be done for our younger community members.” People can view the complete oral histories of the films participants and others on Rawlings-Fein’s Video Blog. Rawlings-Fein is the father of a toddler, a lay leader at his local synagogue and a transsexual community activist. He currently resides inSan Francisco with his wife and child.
© 2007. GayWired.com; All Rights Reserved. Article provided by GayLinkContent.com.

"Sexualidade na Deficiência"




Porque o cidadão deficiente é visto socialmente como um ser assexuado, em geral a sua sexualidade é reprimida, e porque o cidadão deficiente tem direito a sua sexualidade, surge a necessidade de discussão do tema e formas de intervenção. A Organização Mundial de Saúde aponta a sexualidade como um aspecto fundamental na qualidade de vida de qualquer ser humano e quando se refere às pessoas com incapacidades, assegura uma postura de igualdade de direitos, determinando que, dado que esses indivíduos possuem necessidades especiais e podem estar em situação de vulnerabilidade biopsicosocial, a sua educação sexual deve ser prioritária.
Neste sentido a Associação Académica da Universidade Internacional da Figueira da Foz irá realizar a 21 de Março, pelas 21h no auditório da UIFF, uma palestra inserida num conjunto de debates e palestras sobre sexualidade, para psicólogos, técnicos de saúde, educadores de infância, educadores sociais, animadores sócio-culturais, monitores de actividades, professores e pedagogos, pais e familiares, estudantes das respectivas licenciaturas, com o tema "Sexualidade na Deficiência", onde iremos contar com a presença da Dra. Ana Garrett, Neuropsicóloga Clínica, doutoranda da Universidade Fernando Pessoa.
Gustavo Miguel Damas


Universidade Internacional Figueira da Foz


Tuesday, March 6, 2007

XXX BOYS...



THE FRENCH TRANS GLAM


PASCALE OURBIH......


transformer 2



Français
transformer 2 métamorphoses homme - femme

Une série de manifestations explore l’identité sexuelle au moyen de la photographie, du cinéma, de la musique, de discussions et de performances.
L’événement se tiendra à partir du 16 mars 2007 à Bienne en différents lieux: Filmpodium, Musée Schwab, Photoforum PasquArt, espace libre, Salle du Kreuz Nidau, Galerie Quellgasse
.
English
transformer 2 metamorphoses man - woman
A series of demonstrations explores the sexual identity by means of photography, of the cinema, the music, discussions and performances.
The event will be held as from March 16, 2007 in Bienne in various places: Filmpodium, Schwab Museum, Photoforum PasquArt, open space, Room of Kreuz Nidau, Quellgasse Gallery


Unsex me: próxima paragem...




Dia 10 de Março às 21h30

Teatro Miguel Franco


Largo Santana


Av. Combatentes da Grande Guerra


2400-232 Leiria


Além do Desejo (Soap en-2006)



Data: 04 de Março de 2007
Por: Diego Benevides

Destaque em festivais importantes como o de Berlim e da Transilvânia, “Além do Desejo” traz uma situação bastante exótica que envolve não somente a questão do transexualismo, mas também de como as pessoas podem mudar o destino de nossas vidas a partir do momento que entram nela.
Charlotte (Trine Dyrholm) é a típica mulher que não vive um relacionamento feliz. Abalada emocionalmente pelo fracasso de seu último envolvimento, a moça procura o primeiro
apartamento para lugar e se distanciar um pouco da vida que levava antes. O que ela não esperava é que no andar de baixo morasse Verônica (David Dencik), uma transexual que espera uma autorização para fazer a operação de mudança de sexo para poder se tornar verdadeiramente uma mulher, já que sofre com seu corpo que rejeita os hormônios femininos que toma. As duas passam a viver uma relação de vizinhança bastante comum, mas seus dilemas cotidianos e vidas pessoais começam a ter a interferência uma da outra, e um desejo inexplicável passa a tomar conta delas, que não sabem como viver isso. É bastante interessante pensar que paixões proibidas e avassaladoras, ou transexualismo e relações fracassadas não são mais novidades no cinema, mas a forma com que é trabalhada acaba dando um gostinho de originalidade. Homem se apaixonando por homem, ou mulher por mulher, tudo isso já foi visto, e por que não uma mulher e um transexual à beira de uma cirurgia de troca de sexo viver uma paixão avassaladora que nem eles mesmos podiam explicar? Particularmente fiquei curioso com o enredo e com a forma que ele poderia se desenvolver. Mesmo não superando minhas expectativas, o longa demonstra certa maturidade em diversos sentidos. A primeira mais notável é que a construção da personalidade dos personagens não ficou caricata, por mais que eles sejam estereótipos (mas hoje em dia qual filme não segue estereótipos para montar sua história?). Charlotte é uma fuga ambulante. Desencantada com os homens, passa a fazer programas para matar sua carência e dar um novo “sentido” a sua vida, mas o que não espera é que tais trabalhos noturnos a apresentam a homens aparentemente dignos, confundindo mais ainda sua cabeça pelo fato de não ter tido na sua vida normal um homem que fosse daquele jeito. Verônica é a típica transexual solitária que divide seu apartamento com uma cachorrinha e é sempre visitada pela mãe, que mesmo demonstrando todo seu amor, ainda assim não aceita a condição de troca de sexo do filho. Para seu sustento, Verônica também sai com homens, mas é notável que não há o mínimo prazer nisso. Como ela mesmo diz “roupas e maquiagens são caras” e por isso tinha que “costurar e consertar zípers” para se manter. O filme parece ser tão simples, mas se formos parar para analisar o enigma amoroso que envolve as duas, podemos perceber um intimismo muito mais forte. O problema é que “Além do Desejo” é passível de várias leituras e certamente muitas delas não conseguirão entender o objetivo do longa, julgando-o como desnecessário ou tolo. O que é preciso pensar sobre a relação de Charlotte e Verônica a priore é que além do encanto que surgiu desde a primeira porta aberta por elas, é que elas reforçaram o refúgio uma da outra. É bastante perceptível que suas vidas tinham muito em comum, principalmente relacionado a seus destinos. O paralelismo de suas vidas a atraiam para não se sentirem sós ou distantes de si mesmas. O absurdo que seria uma paixão entre elas, acaba sendo uma hipótese difícil de conter e explicar, coisa que o roteiro também demonstra, já que procurar explicações secas sobre tal paixão seria totalmente desnecessário. E é nisso que o roteiro de Kim Fupz Aakeson e Pernille Fischer Christensen (também diretora) pretende focar, sendo totalmente realista se trazido para nossa vida. Quem nunca se apaixonou e não soube explicar o por quê disso? Amor é um sentimento que realmente quanto mais tentamos explicar, mais continuamos no lugar comum ou em um diálogo vago e redundante. Outro fato que podemos tirar da relação das vizinhas é que de alguma forma a atração ocorreu entre elas porque elas almejavam ter a vida da outra. Podemos subjetivar em alguns momentos que Verônica admirava Charlotte por ela ser uma verdadeira mulher, por já ter tido um relacionamento, por ser mais aceita na sociedade e por ter uma beleza feminina que uma troca de sexo não iria proporcionar. Talvez o amor de Verônica tenha transcendido isso, mas é fato que ela tinha em Charlotte um carinho inexplicável, mais presente, que dava para dispersar a solidão e ter alguém para comer uma pizza ou assistir sua novela preferida. Já Charlotte via em Verônica talvez uma vida mais simples, mas que se identificava por saber que ela não era a única a estar no fundo do poço. Em um determinado momento, quando Charlotte não tem com Verônica uma noite de sexo, ela chama seu ex-companheiro para suprir essa necessidade e sentir-se desejada. Mas tudo o que ela queria mesmo é que ali fosse Verônica, independente de sua condição. E como explicar esse laço forte que foi criado? Não se explica. Somente percebemos que suas vidas que aparentemente estavam deterioradas devido a seus passados clementes, começavam a ser alteradas e a encontrar uma razão nova para acreditar em muitas coisas já desacreditadas por ambas. Elas vão encontrando motivos para se sentirem vivas e o amor vai brotando sem perceber. Quando elas declaram que precisam uma da outra, esse verbo “precisar” fica em aberto, e mesmo entre beijos e carícias, ficamos nos questionamos em quê elas se precisavam e o roteiro nos dá essa liberdade, já que termina em aberto e permite que nós mesmos construamos o final das duas. A estreante Pernille Fischer Christensen recebeu grandes elogios pela sua condução em “Além do Desejo”. Com um estilo diferente do que estamos acostumados, particularmente um pouco da estrutura do seu longa me remeteu ao maravilhoso “Dogville”, de Lars Von Trier. A começar pela divisão da história como se fossem os capítulos em que “Dogville” é dividido. A cada capítulo, um narrador bastante irônico e regido a uma trilha sonora também semelhante a película de Von Trier, aparece para ajudar a modelar os sentimentos das personagens e a prever algumas coisas que podem acontecer, enquanto imagens paradas e sem cor vão ilustrando a narração. Outra semelhança também é o trabalho que Christensen faz com a câmera e com a iluminação. Optando por planos registrados com câmera na mão, parece que ela está sempre em função das reações e sentimentos dos personagens e com a ajuda do zoom e dos movimentos irregulares vão dando mais intensidade a trama. Neste quesito, a filmagem toma uma caráter mais passivo ao intimismo do elenco, muitas vezes exigindo uma reação ou registrando um plano confuso que não tem tanto significado na trama. Já a iluminação (ou a falta dela) sempre preserva o ambiente em que as cenas foram rodadas, muitas vezes não valorizando alguns elementos, mas sendo importantes na construção do realismo obscuro da solidão das vizinhas. Mesmo não tendo usado recursos inovadores, Christensen não fez feio e conduziu com responsabilidade. Misterioso, um pouco metódico e bastante subjetivo, “Além do Desejo” mostra como o amor pode se manifestar de diferentes formas e dá possibilidades para que possamos criar teorias e nos envolver com o relacionamento de Charlotte e Verônica. É impossível não se sensibilizar, ou se irritar com os acontecimentos ruins ou até se envolver com aquele romance atípico, já que várias das situações que elas vivem são familiares a muitos de nós. Mesmo não sendo um filme que feche seu roteiro, já que deixa muitos acontecimentos pendentes como a relação familiar de Verônica, e não se instale na história do cinema contemporâneo, é interessante ter um exemplo de como clichês podem ser contornados principalmente devido ao olhar de uma cineasta estreante, porém capaz de criar universos particularmente admiráveis. Mostrar o amor em um filme está sendo cada vez mais fácil, mas quando percebemos uma mostra verdadeiramente decente, vemos que o trabalho foi bastante rígido. Excluir o dramatismo e as caricaturas muitas vezes valem a perna do roteirista, mas acabam funcionando muito mais do que outras produções medíocres.

Transexual usa banheiro feminino, é repreendido e se diz discriminado



Transexual usa banheiro feminino, é repreendido e se diz discriminado
Com apoio do Gada, Alessandra (Alessandro no registro) processa Emurb por constrangimento
José Carlos Moreira/Agência BOM DIA

O transexual Alessandra Soares da Costa na sala de sua casa durante entrevista O transexual Alessandra (Alessandro no registro de nascimento) Soares da Costa, 30 anos, repreendida em público por usar o banheiro feminino da Rodoviária de Rio Preto, está acionando a Justiça por entender que foi discriminada. “Meus direitos foram violados”, afirma. O fato, ocorrido no sábado de Carnaval, provoca polêmica. “Enquanto ela tiver instrumento (sic) masculino, não pode freqüentar banheiro de mulher”, diz Jair Moretti, diretor-presidente da Emurb, empresa que gerencia a rodoviária. O transexual conta que saía do banheiro feminino quando foi informada que teria de usar o masculino.“Três guardas da Emurb me abordaram de maneira preconceituosa e afirmaram que eu não poderia usar o banheiro feminino. Tentei argumentar, mas não adiantou”, afirma.Alessandra conta que procurou o chefe dos guardas e que recebeu o mesmo tratamento. “Ele disse que eu tinha identidade masculina e que os guardas estavam certos”. Ela esperava ônibus para Palestina. “Fui ao banheiro porque precisava. Tenho problema renal”. O Gada (Grupo de Amparo ao Doente de Aids) está dando assistência jurídica à transexual. Além de indenização, ela quer que os transexuais possam usar banheiros femininos sem problema.‘Ela pensa e age como mulher’“Pedir para a Alessandra ir ao banheiro masculino é a mesma coisa que pedir para um homem heterosexual freqüentar o banheiro feminino. Ela tem identidade cruzada, ou seja, pensa e age como mulher”, avalia o psiquiatra Sérgio Almeida.De acordo com ele, o transexual deve, sim, freqüentar o banheiro feminino. “Do ponto de vista psicológico, ela é uma mulher e tem identidade de tal. A mente é feminina. Como não existe a possibilidade de mudar a mente, adequamos o corpo”.Segundo o psiquiatra, pessoas leigas não distinguem transexuais de travestis (sem identidade feminina). “É preciso esclarecer isso.”Direitos* Lei nº 8642A lei municipal de 6 de junho de 2002, assim como a estadual 10.942, pune toda e qualquer forma de discriminação por orientação sexual e dá outras providências* ArtigoNo artigo 1º da lei nº 8642 entende-se por discriminação, entre outras coisas, impedir o acesso ou utilização de qualquer serviço público. * ConseqüênciasSegundo Flávia Longui, advogada do Centro de Referência em Direitos Humanos da população GLBT, será pedida à Emurb indenização por danos morais. De acordo com ela, não é a primeira vez que transexuais enfrentam este tipo de constrangimento na cidade.

A Case of Gender Blues


A city manager planning a sex-change operation may lose his job, reviving a debate about basic rights.

Jim Damaske / St. Petersburg Times-WpN
A Fierce Debate: Steven Stanton told reporters about his plans to become a woman, leading to a vote in favor of his ouster


By Lynn Waddell and Arian Campo-Flores
Newsweek
March 12, 2007 issue - After a lifetime of agonizing over his gender identity, Steven Stanton decided to become a woman about two years ago. "It wasn't something I wanted to do," says Stanton, 48, the city manager of Largo, Fla. "It was something I had to do." He started hormonal therapy, gradually shedding body hair and losing muscle mass. He began to feel breast pain when he went jogging—a problem he remedied by following a doctor's recommendation to wear a sports bra. On trips away from home, he began venturing out dressed as a woman. Although he confided all this to his wife and a small circle of friends, he knew that one day he'd have to tell the townspeople he served. So he prepared meticulously for that moment—aiming for May, when his 13-year-old son would be away—and created a detailed eight-page plan. "When you tell somebody this, it's devastating," he says. "It is like an element of betrayal."
Stanton's plan foundered two weeks ago when the St. Petersburg Times published an article about his plans for a sex change. In the ensuing upheaval, church leaders condemned him and angry residents demanded his ouster. At a tumultuous meeting last Tuesday, city commissioners voted 5-2 to begin the process of firing Stanton, who has received mostly solid reviews in 14 years as city manager. "I do not feel he has the integrity, nor the trust, nor the respect, nor the confidence to continue," said Commissioner Mary Gray Black. Now on paid administrative leave, Stanton has until Tuesday to decide whether to appeal. Civil rights and transgender groups have rushed to his defense. "It's been a long time since I've seen that degree of just flagrant discrimination," says Karen Doering, senior counsel for the National Center for Lesbian Rights and now Stanton's lawyer.
Stanton has struggled with his identity since he was a child. He used to try on his sister's dresses and continued accumulating women's clothes over the years. When he married in 1990, he hoped to stifle his yearnings and eventually tried counseling. But "you go and try to get fixed," he said at last week's commission meeting, "and you learn you can't get fixed." In 2003, while city leaders were debating a human-rights ordinance that would protect transsexuals, the then Commissioner Pat Burke criticized Stanton for not lobbying hard enough for the measure (it didn't end up passing, but the town did adopt an internal policy barring discrimination on the basis of gender identity). Stanton, who was possibly wary of accusations of favoritism, responded by confiding his secret to Burke. When he showed her photos of himself in drag, she laughed affectionately and offered him fashion tips. "It was a light dress, and it didn't work," she says.


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Q&A: Fla. Transsexual Talks About Firing
Stanton's case comes at a time when the transgender community is gaining acceptance. There's "a growing trend among mental-health professionals to get the social environment to adapt to the person rather than force the person to conform to gender stereotypes," says psychiatrist Jack Drescher. Federal civil-rights law offers no explicit protection for transgender workers, but eight states (not including Florida) and the District of Columbia do. In the corporate world, 122 of the Fortune 500 companies now have nondiscrimination policies that include gender identity, according to the Human Rights Campaign.
Yet Stanton's experience shows the limits of such acceptance. The Largo city commission could vote to finalize his firing as early as Tuesday. Stanton, who initially refused to take legal action, is now contemplating it. "I never anticipated so many people calling up from the community saying, 'Please, promise me that you'll fight this'." As Stanton told his son, "Being courageous is being willing to stand when others are willing to sit." After years of battling himself, perhaps he's ready to take on a broader struggle.
With Julie Scelfo
© 2007 Newsweek, Inc.