Saturday, February 23, 2008

time out lisboa gay 13.02.2008.


gisberta, um adeus português

Muito do lixo televisivo e dos pasquins vários que dão pelo nome de jornais, alimenta-se, invariavelmente, de uma "programação" para os eruditos e os "furos" jornalísticos, a farejar sangue, a chegar-se cada vez mais, às telenovelazinhas domésticas. Num e noutro caso, em pouco se engrandece o parco território cultural que por cá se respira.
Foi, portanto, com grande surpresa que vi erguer-se um muro de silêncio em torno do caso Gisberta. Claro que se ouviram, aqui e ali, uns tímidos protestos e uns laivos de jornalismo crítico e vivo. Mas só há 2 ou 3 dias encontrei uma rigorosa história, que ia muito para além dos factos públicos, tentando perceber o nó da questão.
Que há um nó, há certamente: um travesti assassinado, que, mais tarde se descobre ter morrido por afogamento e, mais ainda, cujos jovens assassinos vão sendo transformados, do dia para a noite, pelo próprio Ministério Público, de hediondos criminosos em crianças em risco, sem consciência que estavam a maltratar alguém até à morte, é caso, no mínimo, para ficarmos -ainda - mais inquietos sobre o estado da justiça em Portugal. E que toda atrapalhada à volta deste caso tenha pacificamente sido manipulada a bel-prazer dos poderes instalados, não é caso para ficarmos mais descansados.
Longe de mim a ideia de os jovens à beira do abismo fossem lançados à fogueira, mas, conhecendo como conheço, algumas dezenas de jovens em risco, não me parece ter sido exemplar despenalizar o crime. Teria sido, sim, importante, para a sociedade, mostrar como se cruzam as faixas do bem e do mal, e como, perigosamente, alguns jovens, por desporto, por ócio, por ódio aos pais que os deixaram entregues à sua sorte, por imitação dos chefes de fila, por medo de ficar para trás e não serem ninguém na vida, nem como não heróis, por raiva mal contida contra os agressores que muitas vezes os rodeiam e lhes fazem de pais e de carrascos, com alguns maus tratos pelo meio e talvez umas festinhas na nuca a lembrar quem manda em quem, talvez por isto ou por qualquer outra razão que não conheço, alguns jovens vivem numa ravina onde só se desce, e despenham-se sem sequer deixarem vestígio de ali terem estado.
Jovens como este povoam hoje grande parte do mundo, encostados às paredes à espera do biscate, dos desempregos sucessivos, arrastando-se até ao fim do mês para receber o subsídio, a esmola que lhes pagam para fingirem que estão vivos, qundo, afinal, como eles muito bem sabem nas noites insones, nada nem ninguém os espera. Mal sabem falar, muito menos escrever, apesar das suas cabeças adivinharem a escuridão que se aproxima, quando um dia ficarem na esquina à espera do cliente e começarem a chutar no corpo algo mais forte do que os penalties que já não lhe abrandam aquela dor permanente de não serem de ninguém.
A Gisberta, não sabemos como nem porquê, também por aqui passou. Não sei em que esquinas perdeu aquele ar de quase senhora de que parecia orgulhar-se, o rosto sereno e altivo, rodeado de cabelos principescos, que a fariam passar por uma diva em férias, o ar doce com que se debruçava à janela a falar com avizinha, a quem pintava o cabelo, com as suas mãos de homem que conheciam o fazer das mãos de mulher.
Não sei porque veio para este país pequeno e pouco tolerante, apesar das aparências, talvez para ficar longe dos que a amavam fosse ela quem fosse, talvez para se pôr à prova, talvez atrás do sonho europeu...
Sei que um dia tropeçou na vida. Irremediavelmente. A droga, a prostituição e a sida fazem um triângula perfeito, para quem tropeça assim, numa espécie de morte que já não altera muito a condição da vida (?).
Há hiatos nesta história, mas a Gisberta, um dia, deixou de importar consigo, gastou as botas até ficarem cambadas, abandonou os cabelos que lhe enfeitavam o olhar e passou andar rente às paredes, para ninguém a ver. Por falta de pagamento, foi andando de quarto em quarto, de rua em rua, de beco em beco, até chegar àquele poço inacabado onde restos de pessoas se acolhiam.
A sua paz não durou muito, porque os "putos" a descobriram e acharam importante mostra-lhes o seu pseudomachismo, cuspir-lhe na cara, usá-la como coisa. Um lixo, comparada com eles, que tinham casa, mesa e roupa lavada. Um lixo que eles nunca haviam de ser, apesar das mães e os pais os terem armazenado naquela casa grande onde sentiam medo e solidão. Um trapo, uma bola de ninguém em que todos podem chutar.
O "verdadeira" óbito dentro do poço é, realmente, de uma exactidão impressionante e hipócrita. Gisberta foi maltratada até à morte, repetidamente, por meninos pequenos com muita morte dentro deles. (Tivesse sido um cidadão português com os impostos em dia, o desfecho do caso teria sido bem diferente, mas, temos de comprender, travesti e brasileira, oque é que nós temos que ver com isso?).
Resta-me a consolação de presentir que Gisberta não morreu só daqueles maus tratos. Morreu muito antes, numa porta qualquer em que perdeu a esperança. Morreu sem ajuda, sem ninguém que lhe acudisse, ao ouvi-la gemer e chorar, sem ninguém que lhe desse a mão. Por pena, nem que fosse.
Gisberta morreu porque não havia humanos por perto, na hora da sua morte. Morreu em plena travessia do deserto de que são feitos a solidão e o esquecimento.
armandina maia

22 de Fevereiro

Desculpa Gisberta.....
Dois anos passados sobre o teu assassinato, dois anos passados sobre o questionamento das autoridades portuguesas quanto á sua responsabilidade pela forma como escondem, dissimulam e ignoram a evidente falta de igualdade de direitos das minorias ou pela forma como tentam remediar atabalhoadamente os erros e o desleixo evidente no acompanhamento dos menores institucionalizados.
Dois anos passaram e se alguma vez pretendi que o teu assassinato servisse, ao menos, para que nos uníssemos, com todas as nossa diferenças mas por um bem comum e que preparasse melhor o futuro d@s que depois de nós virão, esse desejo desvanece-se com o mesmo empenho com que vai morrendo a tua memória.
Dois anos passados sobre o teu assassinato, parece-me que tudo foi em vão.
Desculpa Gisberta.....

Tuesday, February 19, 2008


Audição Parlamentar do Bloco de Esquerda referente a questões de identidade de género.....


Nota: Uma vez que o bloco de Esquerda tomou a brilhante iniciativa de convocar uma audição parlamentar para se informar sobre questões ligadas com os direitos e eventuais discriminações que enfrenta a população Trans em Portugal, nunca será demais relembrar o projecto lei aprovado em 2007 pelos nossos visinhos espanhois.


Esperemos que tal contribua para sensibilisar a classe politica para a necessidade de reflectir e combater discriminações de ordem juridica de que estas minorias são alvo.




Monday, February 18, 2008



"Estavam a bater numa pessoa que não fez mal a ninguém"


ALFREDO TEIXEIRA

Jovem julgado por crimes de ofensa à integridade física e omissão de auxílio
André assistiu às agressões de que foi alvo por parte dos seus colegas da Oficina de S. José a transexual Gisberta, que acabou por morrer ao ser lançada para um poço de um edifício inacabado do Campo 24 de Agosto, no Porto, onde vivia como sem-abrigo. O rapaz, agora com 16 anos, diz que foi ao local uma única vez. A barraca de Gi, como era conhecida, estava destruída e a transexual deitada no chão."Eu fiquei mais para trás enquanto eles lhe batiam com paus nas pernas, pedindo para ela se levantar. Ela dizia que não podia porque estava demasiado fraca", recordou o jovem ao colectivo do Tribunal de S. João Novo, que está a julgar um dos 14 rapazes envolvidos nas agressões, o único com responsabilidade criminal por ter à altura dos factos (Fevereiro de 2006) 16 anos.Como a vítima não se levantou, saíram do esqueleto do prédio mas, entretanto, o grupo resolveu voltar para dar porrada na Gisberta. Um dos rapazes era Vítor Santos que, como afirmava um dos alunos da Oficina, José Alexandre, "não gostava de travestis"."Foi a única vez que lá fui. Estavam a bater numa pessoa que não fez mal a ninguém", afirmou André. Dias depois, Gisberta morre e três rapazes internos, mas a estudar na Escola Secundária Pires de Lima, contam o caso a uma professora. Ana Maria Silva ainda hoje tem dificuldades em ultrapassar esse "momento doloroso"."Fiquei atordoada, eram os meus meninos. Contaram-me que tinham visto a Gisberta morta, despida da cinta para baixo e com um pau enfiado no ânus. Foram lá para se livrarem do cadáver", recorda a professora. Vítor Santos (os restantes foram julgados no Tribunal de Menores) responde por três crimes de ofensa à integridade física qualificada e por um de crime de omissão de auxílio.Os restantes rapazes, por serem menores, tiveram penas de internamento em casas de correcção e foram espalhados por vários estabelecimentos do País. O julgamento prossegue no próximo dia 28.

"A surpreendente verdade sobre Queen Raquela", do islandês Olaf de Fleur Johannesson ganha prémio Teddy em Berlim


da France Presse, em Berlim


O prémio "Teddy" para o melhor filme de ficção gay e lésbico foi concedido nesta sexta-feira à produção "A surpreendente verdade sobre Queen Raquela", do islandês Olaf de Fleur Johannesson. A premiação acontece durante o período do Festival de Cinema de Berlim.

"A surpreendente verdade sobre Queen Raquela"


O prémio, que já existe há 22 anos e também concede 3.000 euros (cerca de R$ 8.000), recompensa uma obra do Festival de Berlim que trata a respeito ou faça referência aos homossexuais, lésbicas ou transexuais.
Vencedor do prémio Teddy de melhor filme mostra a história de uma prostituta transexual.

O vencedor narra a vida de uma prostituta transexual filipina que sonha em conhecer um heterossexual ocidental que a leve para seu país, ao mesmo tempo em que enfrenta os costumes conservadores no seu país natal.


O prémio do júri foi para o documentário "Be like others", que fala de um grupo de jovens iranianos que decidem mudar de sexo.
"Football under cover", do iraniano Ayat Najafi e do alemão David Assmann, ficou com o prémio de melhor documentário e, embora não aborde diretamente a homossexualidade, expõe a relação entre sexos.

Saturday, February 16, 2008



O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vai promover uma Audição Parlamentar no dia 22 de Fevereiro de 2008, pelas 17,30 horas, sobre a realidade da discriminação dos e das transexuais e transgéneros em Portugal.

Sabemos como esta realidade tem estado ausente da visibilidade e discussão públicas e pretendemos ouvir aqueles e aquelas que têm um maior conhecimento desta situação.

O dia 22 de Fevereiro ficou marcado como o dia em que a violência sobre @s transexuais ganhou maior visibilidade pública no nosso país, por causa do assassinato da Gisberta, no Porto.

Do ponto de vista político, tem havido avanços importantes no combate à homofobia e na sua inclusão em articulados legais (Constituição da República, CódigoPenal, Código do Trabalho), mas a questão da identidade de género não foi então integrada nas propostas políticas discutidas.

Os e as transexuais e transgéneros são alvo de discriminações específicas que importa compreender e combater.


NOTA: PARABÉNS PELA INICIATIVA..........

Friday, February 15, 2008

ADORO-A PESSOALMENTE E ADMIRO O SEU TRABALHO...E TUDO ISTO SEM GRAXA AHHHHHH.





Tenho saudades de ti....................................
http://popin-util.blogspot.com/


PETIÇÃO PARA IMPEDIR A DEMOLIÇÃO DO MERCADO do BOLHÃO



Os cidadãos do Porto não podem deixar de manifestar, publicamente a sua total discordância e solicitar às Entidades e Organismos competentes que impeçam esse “acto de puro mercantilismo”, que pode ser «a demolição do Mercado do Bolhão», já autorizada pela Câmara Municipal do Porto, num desrespeito absoluto pelo Património Arquitectónico e Cultural, praticando a vergonhosa acção de estar a desactivar um dos mais emblemáticos símbolos o Comércio Tradicional da cidade, construído durante a Primeira Guerra Mundial, para dar lugar a mais um centro comercial. O Mercado do Bolhão deve ser reabilitado e não demolido, de acordo com os seguintes princípios: - Implemente as necessárias infra-estruturas técnicas, mecânicas e funcionais; - Utilize os conceitos Arquitectónicos internacionalmente reconhecidos para a reabilitação do Património; - Integre os Mercadores e Comerciantes existentes no Mercado e sejam tratados, de facto e de direito, como parceiros; - Possibilite a divulgação dos conceitos de Reabilitação, aos Cidadãos, tornando o Projecto e a obra participada, exercitando as regras democráticas e o reforço do Estado de Direito. O Mercado do Bolhão é património da Cidade e só o Povo do Porto pode decidir o seu futuro. A Câmara foi eleita para gerir o património da Cidade e não para o entregar por 50 anos ao grande capital privado comprometendo a gestão de futuros autarcas, provocando ainda mais o fosso social que a nossa Cidade atravessa. Pelo exposto, os cidadãos abaixo identificados solicitam que sejam accionados os meios disponíveis para manter vivo e reforçar, o tecido Humano e Empresarial do Mercado do Bolhão, na sua estrutura compositiva e de jurisdição Municipal, legando aos vindouros um dos maiores símbolos Arquitectónicos, de Monumentalidade e implantação na Cidade, alegórico da Terciarização no Sec. XIX e XX, sem comprometer o Bem Público nos próximos 50 anos, meio século. Ao mesmo tempo exigem que a decisão tomada pela Câmara Municipal do Porto seja alvo de discussão pública e que a demolição do Mercado do Bolhão, que a muito breve trecho se perfila, seja atempadamente impedida.

Sincerely,
The Undersigned

Thursday, February 14, 2008

Wednesday, February 13, 2008


« Pink pantalons’ »



Vernissage

Vendredi 7 mars à la librairie Blue Book Paris, de 19h à 21h.

Photographies de N'Krumah LAWSON DAKU.

Exposition du 3 mars au 30 mars 2008.
Blue Book Paris : 61 rue Quincampoix, 75004 Paris – 01 48 87 03 03.


Les tirages (40x60 et 70x110cm) sont réalisés sur du papier fine art, contre-collés sur aluminium et montés sur des chassis metalliques.

http://www.nkrumah.biz/
06 14 37 73 29.



Pink pantalons’ (…) Ils, elles se rassemblent pour jouer l’espace d’un instant dans l’interstice différentiel du paysage sexuel ordinaire. Pour un instant et un seul. Quête éphémère vouée à l’échec tout comme le genre faillit à lui-même dans une performance continue, jamais victorieuse. Folie d’interpréter la vie qui nous entoure et pourtant, si rien ne s’imprime jamais à travers ce qui est vu pour l’autre, nul n’advient, nul n’existe. (…)

Ni le sexe, ni le genre, et encore moins leurs transformations n’aboutissent complètement. Un pli ajusté, une mascarade améliorée tout au plus. Ces histoires-là n’appartiennent à personne, ne relèvent d’aucun groupe, aucune idéologie. Ils, elles sont libres et parfois libertaires dans l’âme. (…)

Hommes coiffés, femmes maquillées, transboys peinturlurés, garçons avec des robes, des masques, du nylon, du lait, du rouge, du noir, de la fumée, des filles en pantalon, Pink Pantalon. Transpédégouines énamourés, fixés, photographiés.
(…)

Mais de quel sexe avons-nous besoin ? Et bien pour aujourd’hui de celui-ci, et demain je ne sais pas. (…)
Quand vous me dites :« Vous êtes un homme ».Je vous réponds :« C’est vous qui le dites,Regardez plutôt, voici ma photo ». »
Vincent BOURSEUL, Auteur (extraits de « Défaire son genre, pour quoi faire ? »).

Pink pantalons’


Quand la photographie tente d’aborder l’identité pour saisir sur le vif ce qu’est l’humanité des échanges.
Le portrait s’affiche comme un exercice social de l’intime qui atteste de leurs existences et porte l’empreinte d’une relation au corps.
Du reportage au studio, il identifie la personne à travers l’expression du photographe, il suppose un mouvement singulier vers l’autre.
Pink Pantalons’ illustre cet Autre, la rencontre de tranches de vies et de mondes intérieurs dans ces lieux de l’instant.

Ici, N’Krumah Lawson Daku tente d’apprivoiser les questions de la liberté et du genre et met en lumière les caractéristiques de son sujet : des photographies comme le témoignage d’une époque ; les contre-genres s’expriment."

Francis BANG SALIFOU, Auteur Photographe.

...MOM, I NEED TO BE A GIRL


PARA ACEDER AO LIVRO CLIQUE:
.

Viv'la musik des annès 2000!!!

Je ne sais pas si la culture pédé s’arrête en 1995, mais moi je préfère celle de 2007, un peu plus trash et second degré. Et surtout la musique est de meilleure qualité. Tout l’esprit Pédérama !



.
www.pederama.net

Friday, February 8, 2008

« Oui, les conséquences des discours et des pratiques psychiatriques sur les personnes transgenres peuvent et doivent être dénoncées »


Bonjour, Nous sollicitons votre soutien pour la pétition suivante, que vous pouvez signer sur le site d'Act Up ( http://www.actupparis.org/article3286.html ) ou par retour de mail (medias@actupparis.org).

N'hésitez pas à la transmettre à vos contacts ! Solidairement, Act Up-Paris

Procès Colette Chiland vs. Act Up-Paris - lancement d'une pétition :

« Oui, les conséquences des discours et des pratiques psychiatriques sur les personnes transgenres peuvent et doivent être dénoncées »

En juin 2005, Act Up-Paris diffusait un texte dénonçant les discours de la psychiatre Colette Chiland, spécialiste autoproclamée du transexualisme. Cette dernière a porté plainte pour diffamation. Le président de l'époque a été mis en examen et jugé. Il a été condamné le 28 juin 2007 pour diffamation à 500 euros d'amende avec sursis et un euro de dommages et intérêts. Il a fait appel de cette décision ; l'audience de plaidoierie se tiendra le 28 février 2008. Au delà de la condamnation individuelle et du casier judiciaire qu'elle implique, ce jugement pose un problème de fond. Le tribunal n'a pas jugé diffamatoire le terme de « haine » utilisé par l'association pour qualifier l'attitude et les écrits de la psychiatre. Mais ces mêmes juges n'autorisent pas qu'on dénonce l'impact de cette violence sur les personnes transgenres, et qu'on en attribue la responsabilité à son auteure.Pourtant, la reconnaissance de la violence des discours racistes ou antisémites, et beaucoup plus récemment, sexistes ou homophobes, ne s'est jamais faite sans la prise en compte de leurs conséquences sur les personnes directement visées. Si les propos d'un Christian Vanneste ont pu être condamnés comme étant insultants et homophobes, c'est bien parce que leur impact délétère sur la vie des gays et des lesbiennes a été démontré. Pourquoi en serait-il autrement pour les trans ?Le procès en appel d'un militant d'Act Up-Paris sera donc une des rares occasions de tester les pouvoirs publics, pour voir jusqu'où ils pourront aller en matière de reconnaissance des discriminations transphobes. En effet, la transphobie n'est pas reconnue par la loi, ni, officiellement, par la Haute Autorité de Lutte contre les Discriminations et pour l'Égalité (HALDE). C'est pour cette raison que nous vous proposons, à l'occasion de ce procès, de signer le texte suivant :Pétition signée à l'occasion du procès en appel de Jérôme Martin, ancien président d'Act Up-Paris, poursuivi par Colette Chiland, psychiatre et auteurE de Changer de sexe :« Oui, les conséquences des discours et des pratiques psychiatriquessur les personnes transgenres peuvent et doivent être dénoncées »« Oui, on peut et doit dire que des psychiatres détruisent les vies de personnes transgenres quand leurs propos ou leurs pratiques rabaissent, insultent, infériorisent les trans ;Oui, on peut et doit dire que des psychiatres détruisent les vies de personnes transgenres quand ces médecins ont refusé d'entendre la parole, individuelle ou collective, des trans qui leur demandaient de cesser de les considérer comme des malades mentauxLES ;Oui, on peut et doit dire que des psychiatres détruisent des vies de personnes transgenres quand ces psychiatres ont négligé d'alerter les pouvoirs publics sur l'impact du sida chez les trans, alors que ces médecins étaient en première ligne pour en voir les premiers signes ;La transphobie existe et ne pourra être efficacement combattue que si l'on reconnaît qu'elle détruit les vies des personnes transgenres. Le discours psychiatrique officiel est un terreau fertile à cette transphobie. Les conséquences des discours et des pratiques psychiatriques sur les personnes transgenres peuvent et doivent être dénoncées.Nous demandons que la justice reconnaisse l'impact de la transphobie sur les personnes. Nous demandons par ailleurs la dépsychiatrisation de la question trans »Signatures : http://www.actupparis.org/article3286.html

Contact : Eric Marty / 01 49 29 44 87 / 06 11 43 32 03

Rassemblement contre les franchises "médicales"


Le Collectif National Contre les Franchises et pour l'Accès aux Soins pour Tous appelle à un rassemblement à la clôture des Etats Généraux de l'Organisation des Soins.

Vendredi 8 février, à 16h00.

Devant le 67 rue du Faubourg St Martin
(M) Château d’eau (ligne 4), Gare de l’Est (lignes 4,5,et 7) ou République (lignes 3,5,8,8 et 11).

Pour défendre notre système de santé solidaire, il est urgent de nous mobiliser, nombreux. Malades, familles, médecins, professionnels de la santé, mais aussi tous les citoyens. Car la maladie, ça peut arriver à tout le monde.

Signez et faites signer la pétition en ligne :
www.appelcontrelafranchise.org/


La prétendue « responsabilisation » des malades, inventée par Nicolas Sarkozy est non seulement une véritable manipulation mensongère, mais surtout une insulte à tous les malades et à la majorité du peuple attaché au principe de solidarité qui voudrait que chacun puisse bénéficier d’une prévention et des soins de qualité selon le principe fondateur de l’assurance maladie : « chacun cotise selon ses moyens et reçoit selon ses besoins ! »

Pourquoi continuer avec le dogme des franchises sur les soins alors que toute franchise entraîne un retard à l’accès aux soins, et a comme conséquence l’augmentation des dépenses de santé consécutive à l’arrivée tardive dans le système de soins( urgences hospitalières notamment)?

Pourquoi le gouvernement est-il si réticent à taxer les stock-options dans les mêmes proportions que nos salaires, ce qui rapporterait 3 milliards, et préfère-t-il aller prendre 850 millions dans la poche des malades avec les franchises?

Pourquoi cet acharnement (qui n’a rien de thérapeutique!) du gouvernement contre la sécurité sociale?

Le Collectif National contre les Franchises Médicales:

- Exige l’abrogation immédiate des franchises sur les soins, véritables « taxes sur les malades »

- Rendra public un livre noir des retards dans l'accès aux soins, rassemblant des témoignages qui nous sont arrivés, et qui montrera comment des mesures telles que les franchises, le démantèlement de l'Aide Médicale d’Etat, les déremboursements massifs de médicaments, font que de plus en plus de malades sont obligés de renoncer aux soins dont ils ont besoin.

- Demande que soit redonnés aux usagers du système de santé, à commencer par les malades et les handicapés, premiers touchés par ces mesures injustes, la parole, la dignité et le droit fondamental à la santé.

- Appelle les associations de malades, de handicapés et d'usagers du système de soins, ainsi que les professionnels de santé, à nous communiquer leurs témoignages sur les conséquences concrètes de ces mesures sur la santé des personnes.


www.contre-les-franchises.org/

Tuesday, February 5, 2008

Transgender Basics



Transgender Basics is a 20 minute educational film on the concepts of gender and transgender people

Two providers from the Gender ... all » Identity Project discuss basic concepts of gender - sex, identity and gender roles - as three transgender community members share their personal experiences of being trans and genderqueer.

The film targets service providers and others working with the LGBT community, but it also provides a fascinating glimpse into gender and identity for the general public.

"Our culture likes to make things simple, and gender isn't." Carrie Davis, Transgender Community Organizer, in Transgender Basics

"It was the constant fight of me saying 'there is nothing wrong with being this kind of girl,' as oppose to, 'well, I'm not a girl.'" Nicco Beretta, participant in Transgender Basics

For more information contact the Gender Identity Project at 212 620 7310 or at http://www.gaycenter.org/

Flaming Pussy : Do You Know That Bad Girls Go To Hell ?

DEDICATÓRIA ESPECIAL AOS TRÊS PEIXINHOS BOLORENTOS NAS AGUAS FEDORENTAS DO SEU TRISTE AQUÁRIO.....BEIJINHOS TRANSGÉNERO/TERNURENTOS.........

Monday, February 4, 2008

The Radicalguy - A Transgender Talk show


http://radicalguy.podomatic.com/player/2008-02-04T10_12_22-08_00?src=http%3A%2F%2Fradicalguy.podOmatic.com%2Fenclosure%2F2008-02-04T10_12_22-08_00.mp3&flv=0

PASCALE OURBIH CANDITATE DES VERTS POUR LES ELECTIONS MUNICIPALES FRANÇAISES



Formée au cours Florent, Pascale Ourbih est la première transgenre à se présenter comme tête de liste aux municipales. A 44 ans, elle milite pour que les autorités sanitaires n'oublient pas ses congénères.



Comité de soutien
Création du comité de soutien à Pascale Ourbih, tête de liste des Verts dans le 16ème arr. Message de Pascale : Le 11 décembre 07 ChèrEs touTEs, SORTONS DU BOIS ! « Un parti se juge sur la manière dont il traite les plus petits ! » dans le cadre des municipales de mars 2008, j’ai été désignée pour mener la liste des Verts à Paris dans le 16ème. Que le choix se soit porté sur mon nom n’est pas anodin. En effet, les Verts posent la nécessité de prendre en compte la diversité citoyenne (notamment Lesbienne, Gay, Bi, Trans) pour améliorer les conditions de vie de chacune et chacun.
Même si je pense que l’expérience d’une vie ne fait pas une vision politique, elle doit cependant y contribuer. Pour ceci il est vital que la pratique démocratique se rénove et que Paris devienne exemplaire en matière d’écoute et de participation citoyenne. C’est donc l’opportunité de faire une campagne axée sur la visibilité de touTES et sur la conquête physique et symbolique de la place publique.
« le 16ème a besoin des Verts ! » En tant qu’écologiste, je porterai le discours de la nécessité de vivre dans une société vigilante en matière d’environnement, de santé, de logement. le travail sera d’aller convaincre les habitants de la possibilité d’améliorer les conditions de vie du 16ème sans exclure du progrès leurs concitoyenNEs.
« SORTONS DU BOIS »
Dans les semaines à venir je lancerai la campagne dans le 16ème, avec une action « SORTONS DU BOIS ! » et j’aurai besoin de toutes les forces. Je fais donc appel à vous pour toutes ces raisons et je vous donne donc rendez-vous le 16 décembre à la « Petite vertu » à 19h30 15 rue de la vertu 75003 métro : arts et métiers. A bientôt, amitiés,